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Apresentação

REPENSAR O DEBATE ECONÔMICO: PARA QUÊ?

1 – É inegável o papel que a gestão da economia exerce no conjunto da gestão pública. Da mesma forma que não podemos hoje falar em sociedade humana sem a presença do Estado, não podemos mais falar do Estado sem olhar para a sua ação na esfera da economia.

No Estado as coisas se resolvam na instância política, acima de uma instância técnico-administrativa. Ao agente político cabe praticar políticas setoriais e uma delas é a Política Econômica. Os dois outros poderes republicanos também a praticam, mas de forma limitada, pois compete ao Executivo definir a essência dessa política. Uma definição que envolve intervir em hábitos e prática consagradas ou não, mas que também pode ser omitir-se.

Ao contrário do senso comum a economia não é uma técnica embora a instância técnica também exista. Passamos boa parte do tempo agindo como se a política econômica aplicada pelo governo fosse algo neutro e não é verdade. A política econômica é, primeiro, “Política” (com “p” maiúsculo), depois um conjunto de técnicas econômicas que nos levam da A para B, ou não. A própria escolha dos instrumentos técnicos (a caixa de ferramentas de Joan Robson) está condicionada à Política.

O termo Políticas, têm suas bases nas visões de mundo. Nesse sentido a discussão da economia brasileira e seu enlace com o Estado e como o Estado faz ou deixa de fazer, envolve uma discussão prévia sobre visões de mundo.

Então, repensar o debate econômico brasileiro é repolitizar o que vem sendo despolitizado ao longo dos últimos anos. Em outro momento precisaremos discutir por quais razões Políticas esse debate foi despolitizado e por quais razões silenciamos.

2. Nunca é demais insistir que, do ponto de vista da prática política, é muito pouco, nitidamente insuficiente, discutir a economia apenas do ponto de vista conjuntural e reativo. Por melhor e mais estruturada que seja a ação responsiva às (in)decisões de Política econômica do governo ou aos fatos gerados por elas, ainda assim a crítica será insuficiente por não poder apontar então qual a escolha de gestão correta.

Não que a capacidade responsiva e em tempo hábil não seja importante do ponto de vista da prática política. Ele, a capacidade responsiva, é e deve ser praticada sempre que necessário. Porém mesmo havendo respostas há falhas, pois não somos capazes de ações coordenadas, ainda que atrasadas.

O termo “escolha de gestão correta” merece detalhamento. A crítica ao que o governo faz ou deixa de fazer, só tem mérito se formos capazes de estabelecer o que é que o governo deveria então fazer.

Contudo para podermos chegar ao ponto de dizer o que é que o governo deveria fazer necessitaríamos, então, poder realizar um debate amplo, aberto e diversificado, o que claramente é a finalidade deste Portal.

Uma das questões de Marx que permanece atual é a do Método. Segundo ele trata-se de partir do real concreto para, então, formar os conceitos e as leis. São esses conceitos e essas leis que nos levam de volta ao real concreto, mas agora como intervenção e não como observação, por meio da prática política. Prática política estratégica, se estiver fundada em um projeto e numa clara agenda. Apesar de todas revisões e negações este ainda é o método válido para os que querem mudar o mundo e não apenas pensá-lo.

De qualquer forma este mudar o mundo não prescinde do pensar o mundo. É deste formato de pensar para suplementar a prática política que estamos falando.

A proposta deste Portal é o pensar crítico da economia com a finalidade de suplementar a prática política do PPS, mas percebendo que o pensar crítico sobre as práticas econômicas de governo deve apontar e esclarecer escolhas.

Está evidente que a ação econômica interfere para o bem ou para o mal. Certa ou errada pode alterar de forma profunda a qualidade de vida de todas e todos e projetos pessoais. Pode ou não melhorar nosso futuro e não apenas nosso presente.

Interessa, portanto, a todas e todos. Para que as coisas ocorram neste formato é necessário, fundamental que possamos romper o estrito círculo dos especialistas, democratizando os debates internos, escutando o que se tenha para dizer ou propor.

Contamos que estar no Portal, participar do Portal de alguma forma, possa contribuir positivamente para a nossa prática política futura.

Coordenação do Portal de Economia


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