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Governo brasileiro e Política Econômica

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11/07/2012
DF
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A nave vai mesmo?
O título do monumental filme de Fellini "E la nave va" pode servir de apoio e ajudar na reflexão sobre a economia brasileira: Nossa nave vai mesmo?

Salvo uma conspiração da oposição os títulos da mídia hoje não são nada agradáveis pu palatáveis para a equipe econômica de Dilma ou para ela própria:

Inadimplência do consumidor cresce 19% no primeiro trimestre;

Venda no varejo tem maior queda desde novembro de 2008;

Atividade manufatureira recua no Brasil e na China.

Os números no último caso, atividade manufatureira, são especialmente severos:

acumulo

 

no mês

   

2011

2012

2011

2012

 

520071

196262

53207

37462

janeiro

514245

150852

60098

19609

fevereiro

545660

133341

14448

-5048

março

421969

113531

51313

30318

abril

402816

92560

42301

29299

maio

 

Na tabela acima, a partir de dados do arquivo do CAGED, percebe-se claramente, comparando 2011 e 2012, uma forte queda no saldo líquido de empregos (isto é, a diferença entre contratações e demissões). Na esquerda é o acúmulo total nos últimos 12 meses a partir do mês declarado. Na direita o saldo específico do mês.

O comparativo ano sobre ano é significativo, pois dá a dimensão da dramaticidade da situação. Mas a própria comparação do ano já é dramática em si mesma.

Se tivermos em vista todo o investimento feito pelo governo na tentativa de manter o ritmo de produção na indústria de transformação concluiremos sem muita dificuldade que essas políticas simplesmente não estão funcionando.

Convém adicionar que o maior empregador no Brasil é o setor de serviços, onde são gerados mais de 50% dos empregos da economia brasileira. Disso falaremos separadamente outra hora, mas no setor de serviços também já há uma tendência de baixa nas contratações captada pelas últimas pesquisas mensais do IBGE, as PNEs.

Números de PIB são bem interessantes, mas o eleitorado vota mesmo é de olho no emprego e a continuar a atual tendência 2014 pode ser uma eleição diferente com relação às ultimas três. Nesse sentido a insuficiência das propostas de Dilma, de sua equipe ou mesmo do PT talvez venham a ter um papel relevante no futuro. A pergunta é se nós teremos suficiência...

Demetrio Carneiro

 

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